Reduzir juro não basta para fazer País crescer, diz Palocci

O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, disse, em café da manhã com os líderes da base aliada no Senado, que a redução das taxas de juros não é o único instrumento para acelerar a economia e promover o crescimento. O ministro, de acordo com relato de alguns participantes, disse também que "está na hora de virar a página da política econômica". Segundo a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) Palocci deixou claro que o crescimento no País depende também dos setores energético, de infra-estrutura e de política industrial, e chamou a atenção para a votação da Lei de Falências, que está na Câmara. O ministro disse que o controle da situação está feito, e que o salto para o desenvolvimento tem de ser dado pelo governo como um todo. Para o líder do PTB, senador Fernando Bezerra, o encontro com o ministro foi uma conversa franca. Ele ressaltou a declaração de Palocci de que o crescimento da economia do País não deve ficar condicionado apenas aos juros.Crédito inquieta o ministroSegundo Viana, o ministro mostrou preocupação com relação aos depósitos bancários. De acordo com o líder do PT no Senado, o ministro entende que os bancos precisam de mais liberdade de fluxo de caixa para assegurar o financiamento. "Quando ele (Palocci) vê essa escassez de financiamento e a presença perversa dos juros ele coloca a preocupação de todos", disse Viana.O líder contou que, além das inquietações com os depósitos bancários, o ministro também demonstrou preocupação com as agências de financiamento, que não asseguram mais mobilidade de fluxo de caixa para financiar a sociedade. O líder não deu detalhes sobre as inquietações do ministro e, ao ser questionado se Palocci teria sinalizado com uma redução do depósitos compulsórios, disse que não. "Ele não sinalizou o caminho". Viana disse ainda que o ministro mostrou entusiasmo no encontro com relação às medidas adotadas na semana passada, de estímulo ao microcrédito. Segundo Viana, Palocci disse que essas medidas são um canal que surpreenderá positivamente.Governo pode liberar R$ 5,5 bi do orçamentoO ministro da Fazenda informou aos senadores que integram a base aliada do governo que o houve um acréscimo de receita e o governo tem condições de liberar R$ 5,5 bilhões do Orçamento que estavam contingenciados. A informação foi prestada pelo líder do PT no Senado Tião Viana (AC), que ressaltou, no entanto, que o ministro não deu detalhes sobre a liberação desses recursos.

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