Reembolso para quem desistiu de ir aos EUA

Se você estava com a viagem paga aos Estados Unidos, mas desistiu de embarcar após os atentados, saiba que muitas companhias aéreas e agências de turismo estão devolvendo o valor pago integralmente. Em alguns casos, contudo, pode haver perda. A Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav) recomenda que o turista procure a agência pela qual viajaria e negocie a devolução do dinheiro. No que depender delas, as agências estão devolvendo os valores pagos pelos clientes. Mas a reposição integral depende também do reembolso das companhias aéreas, hotéis e outros serviços já pagos fora do País às operadoras de viagens.Segundo a Assessoria de Imprensa da Stella Barros, as empresas norte-americanas têm devolvido o valor total. Nessa agência, pela qual viajam aos EUA cerca de 2 mil turistas por mês, 10% deles desistiram e tiveram o dinheiro de volta.Mas, na semana passada, não foram muitas as pessoas que pediram a devolução do valor pago, segundo algumas agências. A Soletur informou que menos de 5% dos turistas com viagem programada aos EUA pediram reembolso.Na Stella Barros, 30% dos clientes pediram o adiamento da viagem, até uma definição dos rumos do conflito, e 10% solicitaram que o destino da viagem fosse alterado. Na CVC, 50% dos turistas desistiram da viagem e tiveram o dinheiro devolvido.A Soletur, em viagens a Nova York, devolverá, em qualquer condição, o valor integral do pacote. Para outros destinos, a empresa está cumprindo as cláusulas do contrato, ou seja, devolvendo o total a quem desistir até 15 dias antes do embarque, 70% a quem desistir até 5 dias antes e 50% após o quarto dia anterior à viagem (em vôos fretados, após o quarto dia, a porcentagem devolvida cai para 30%). Outras agências adotam condições similares.Mais rigorQuem for viajar deverá estar preparado para enfrentar uma triagem mais rigorosa que a de costume. Entre outros, em vôos para os EUA, o check-in terá fiscalização mais rígida, o acesso aos portões de embarque será restrito aos passageiros, que deverão apresentar documentação mais vezes. Além disso, nos vôos haverá policiais norte-americanos à paisana, segundo a Stella Barros.

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