Reestruturação da dívida vai atrasar, admite governo argentino

O secretário argentino de Finanças, Guillermo Nielsen, confirmou ontem à noite a informação adiantada pela Agência Estado na semana passada, sobre o provável atraso do governo argentino na apresentação do plano de reestruturação da dívida pública, que deve ser adiada para depois da assembléia anual do FMI e Banco Mundial, a realizar-se em Dubai, Emirados Árabes, em setembro. Em uma entrevista concedida à rede CNN, em Miami, durante o último encontro com credores externos em sua viagem ao Japão, Europa e Estados Unidos, Nielsen admitiu a possibilidade de postergar a apresentação do plano. Segundo ele, os credores institucionais e outros credores preferem que a Argentina tenha o tempo necessário para resolver eficientemente a reestruturação. ?A complexidade da dívida local é maiúscula e estamos diante da maior reestruturação do mundo. A dívida argentina é três vezes maior que a russa e possui 152 bônus anotados em oito jurisdições e 14 moedas diferentes?, justificou. Guillermo Nielsen havia prometido aos credores europeus que o plano de reestruturação da dívida seria apresentado durante a assembléia do FMI. Porém, segundo fontes do ministério de Economia, a equipe econômica precisa fechar primeiro as metas do novo acordo com o FMI, para então terminar a elaboração do plano de renegociação da dívida. ?Não há tempo suficiente para que a equipe conclua tudo?, disse a fonte à AE. A fonte afirmou que, antes de terminar o plano de reestruturação da dívida externa, a equipe precisará elaborar um plano de pagamento da dívida contraída depois da moratória e que começa a vencer no próximo ano. Sem querer estimar o tempo que levará esse processo, a fonte deu sinais de que espera a apresentação do plano antes de novembro.

Agencia Estado,

30 Julho 2003 | 08h01

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