Reestruturação da Oi tem só 20% de recursos privados

Os sócios privados AG Telecom (do grupo Andrade Gutierrez) e La Fonte (do grupo de Carlos Jereissati), que irão controlar a "supertele" nacional resultante da compra da Brasil Telecom pela Oi, participaram com apenas 20% dos investimentos diretos da reestruturação da Telemar Participações, que controla a Oi. Dos R$ 2,9 bilhões investidos para enxugar a estrutura societária da empresa, R$ 2,5 bilhões vieram do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e apenas cerca de R$ 400 milhões de La Fonte e Andrade Gutierrez.Hoje, o banco de fomento estatal é o acionista majoritário da Telemar, com 31,4% de participação no capital. Em abril deste ano, teve de aportar recursos e elevar sua participação, anteriormente de 25%, para tornar viável a reestruturação que retirou da sociedade o Opportunity, o Citibank, a GP Participações e seguradoras do Banco do Brasil. A idéia é o BNDES vender boa parte disso em leilão na Bolsa de Valores de São Paulo, para ficar com uma parcela de apenas 16,9%. Mas a venda só deve ocorrer depois de efetivada a compra da BrT.As duas operações - reestruturação da Telemar e compra da Brasil Telecom - são distintas, mas atreladas. A recomposição acionária do grupo Oi, porém, é irreversível, mesmo que a compra não seja concretizada. Todo o aporte de recursos aprovado em abril pelo BNDES já foi liberado para pagamento aos acionistas que deixaram o bloco de controle. Para que AG e La Fonte comprassem parte do GP, por exemplo, o banco teve de subscrever debêntures, no valor de R$ 1,330 bilhão, resgatáveis em 12 anos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AE, Agencia Estado

19 de julho de 2008 | 09h34

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.