Refinaria da Petrobras à venda no Japão bate recorde

A refinaria japonesa Nansei Sekiyu, controlada pela Petrobras, alcançou na quinta-feira o volume recorde de 95 mil barris processados pela primeira vez desde que passou a ser administrada pela estatal brasileira, em 2008, informou nesta sexta-feira a empresa.

Reuters

21 de setembro de 2012 | 13h05

"Este resultado reafirma o compromisso da Nansei Sekiyu em atender a demanda do mercado japonês por derivados de petróleo", disse a Petrobras em nota.

O recorde de capacidade de refino ocorre em um momento onde a Petrobras tenta se desfazer do ativo para levantar 14,8 bilhões de dólares para financiar seu plano de investimentos, cujo foco é a exploração dos campos do pré-sal no Brasil.

Além da Nansei Sekiyu, a Petrobras quer se desfazer de uma refinaria em Pasadena, EUA, e de blocos de exploração no Golfo do México.

Em entrevista à Reuters no fim de maio, o diretor Financeiro da estatal, Almir Barbassa, disse que os desinvestimentos se concentrariam no segundo semestre de 2012.

A refinaria japonesa foi comprada pela Petrobras em 2008 por 71 milhões de dólares. O interesse da estatal era criar um polo exportador de petróleo e derivados para a Ásia.

Mas as operações de refino no exterior não saíram como o esperado porque as margens de lucro na área estão em queda no mundo e há sobra de capacidade.

Além disso, a Petrobras enfrentou o entrave de não estar em todos os elos da cadeia de petróleo no Japão, o que tornou difícil compensar em outras operações as perdas da área de refino. No Brasil, por exemplo, a área de exploração e produção de petróleo compensa parte das perdas de refino da estatal.

(Reportagem de Leila Coimbra)

Tudo o que sabemos sobre:
PETROLEOPETROBRASJAPAOATUA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.