Refinaria da Petrobras será adiada por dois anos

A Petrobras deve adiar por dois anos o projeto de uma nova refinaria, disputada por 12 Estados. A empresa atribui a decisão ao enfraquecimento da demanda por combustíveis. A divulgação, contudo, coincide com um momento de impasse político em torno da construção do oleoduto, que levaria o óleo da Bacia de Campos para refinarias em São Paulo. O investimento, orçado em R$ 4,650 bilhões, corre o risco de ser engavetado.O governo do Rio criou obstáculos à obra, na tentativa de garantir a construção da refinaria no Estado, mas nesta sexta-feira, depois de uma reunião com a bancada parlamentar fluminense, o diretor de Serviços da estatal, Renato Duque, foi categórico: ?Não vamos discutir refinaria acoplado a este projeto (oleoduto). Temos acionistas no exterior e no Brasil e quem gere a companhia são seus acionistas?. Segundo ele, se não houver solução para o impasse do oleoduto até o fim de março, o projeto será abandonado e o transporte do óleo continuará sendo feito por petroleiros.Duque lembrou que, para a Petrobras, esta solução será até mais barata, embora não seja a mais segura. Atualmente, 80% do óleo produzido em Campos são escoados por navio. Com o novo duto, este porcentual cairia para 60%. ?O oleoduto é prioritário, mas é uma alternativa?, disse Duque.

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