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Refinaria de Lula e Chávez estoura prazos e preços

Concebida pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez como um monumento a uma suposta integração comercial entre Brasil e Venezuela, a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, mal saiu do papel e já vai custar mais do que a Petrobras havia anunciado. A refinaria foi orçada pela estatal em cerca de R$ 9 bilhões. Feita a licitação da obra, no entanto, as empresas candidatas pediram um preço global de R$ 23 bilhões. Embora tente baixar esse valor, a Petrobras admitiu que seu orçamento ficou defasado e por isso o preço da refinaria vai aumentar.

Agencia Estado

20 de março de 2009 | 09h19

"O valor vai subir, mas não posso dizer quanto", afirmou Paulo Roberto Costa, diretor de Abastecimento da estatal e responsável pelo projeto. "Estamos tentando reduzir, mas não vamos chegar aos R$ 9 bilhões. Esse é um preço de quase três anos atrás." Mas é possível que a construção da refinaria fique nos R$ 23 bilhões que as empresas pediram? "Todo esforço é para que fique abaixo disso?, diz o diretor da Petrobras.

Lançada em 2005, a Refinaria Abreu e Lima tem um forte apelo sentimental para o presidente Lula. Além da ligação com Chávez (atualmente meio desvalorizada), a obra é uma das joias do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), fica no Estado em que Lula nasceu e costuma ser apresentada por ele como prova de sua dedicação ao Nordeste. Desde que o projeto foi anunciado, Lula já esteve em Pernambuco pelo menos três vezes para lançar ou inaugurar a refinaria - duas vezes em companhia de Chávez. Pela ideia inicial, a Petrobras teria 60% da refinaria e o sócio venezuelano, a estatal de petróleo PDVSA, teria 40%. Abreu e Lima terá capacidade para processar 200 mil barris por dia, para abastecer as Regiões Norte e Nordeste.

Apesar disso tudo, até agora a refinaria não passou da fase de terraplenagem e tem se mostrado um poço de problemas: ficou mais cara, está atrasada e já não há garantia de que a PDVSA vá investir no negócio. A parceria da Petrobras com a estatal venezuelana de petróleo está emperrada. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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