Refinaria Duque de Caxias para por problema elétrico

As operações na Refinaria Duque de Caxias (Reduc) foram suspensas no início desta manhã após uma falha no sistema elétrico interno. De acordo com a Petrobras, por volta de 5h45 houve queda do sistema de toda a unidade após a realização de uma parada preventiva na Termoelétrica Leonel Brizola, que integra o parque da Reduc. Uma densa coluna de fumaça negra foi vista na região durante a manhã, mas segundo a estatal a "parada ocorreu de forma segura e o sistema está sendo restabelecido".

ANTONIO PITA E ROBERTA PENNAFORT, Agencia Estado

30 de abril de 2014 | 13h05

O Sindicato de Petroleiros de Caxias (Sindipetro) informou que a parada da Termoelétrica que alimenta a unidade de refino estava prevista para a realização de inspeção nos equipamentos. Em função da redução de carga elétrica, estava prevista uma redução da produção da refinaria para compatibilizar com o fornecimento de energia disponível. Por volta das 5h30, entretanto, uma falha em equipamentos de transmissão teria causado a parada total.

"A Reduc não segurou a oscilação de carga e desligou todas as bombas e unidades. Foi necessário fazer a despressurização da área e a queima de vapor, para liberar a tubulação e prevenir acidentes. Por isso a chama negra, que ficou muito alta e chamou a atenção", explicou o presidente do sindicato, Simão Zanardi. A fumaça pôde ser vista até nas zonas oeste e norte da cidade do Rio de Janeiro.

Em nota, a Petrobras informou que a parada garantiu a integridade das pessoas e das instalações. "O sistema está sendo restabelecido para normalização de atividades", diz o comunicado. Para o sindicato, como toda a unidade foi paralisada, somente no início da noite ou pela manhã poderá reiniciar a produção.

"Serão até três dias para que as atividades sejam normalizadas. A Reduc processa até 240 mil barris de petróleo por dia, além da produção de coque e diesel, entre outros derivados. Para o mercado interno, não interfere no abastecimento. Mas para a Petrobras, o prejuízo é de muitos milhões de reais, em função do que ela deixará de produzir e vender", comentou Zanardi.

A parada na unidade termoelétrica estava prevista como inspeção dos equipamentos, segundo o sindicato. A medida foi tomada com a expectativa de operação em carga máxima dos equipamentos durante a Copa do Mundo, quando o consumo de eletricidade e combustíveis deve subir em todo o País, especialmente no Rio de Janeiro. As paradas estariam programadas em todas as termoelétricas da Petrobras, que possui 12 unidades no País.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.