Refinaria Ipiranga retomará produção de combustíveis

A Refinaria Ipiranga decidiu retomar a produção de combustíveis, paralisada no mês passado, devido à defasagem nos preços internos. Em nota enviada hoje à Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), a empresa anunciou que as quedas do petróleo no mercado internacional e do dólar no Brasil motivaram a decisão. Desde o ano passado, a atividade de refino vinha apresentando prejuízos, já que a companhia não conseguia repassar ao mercado interno a alta de custos. A produção de combustíveis estava suspensa desde a segunda semana de abril, quando o petróleo oscilava na casa dos US$ 55 por barril e o dólar estava cotado em torno dos R$ 2,65. Nesse período, a empresa limitou-se a produzir nafta para a Copesul, central de matérias-primas petroquímicas na qual possui participação acionária. Agora, com petróleo abaixo dos US$ 50 por barril e dólar a R$ 2,42, a companhia entendeu que a situação voltou a ser favorável para produzir combustíveis como gasolina e diesel, o que deve voltar a fazer a partir do início de junho. Há um ano, a Refinaria Ipiranga vinha operando com 40% da capacidade total, de 17 mil barris por dia. Mesmo assim, a atividade de refino registrou um prejuízo de R$ 39 milhões em 2004, provocado pelo descasamento entre o preço interno dos combustíveis e a cotação internacional do petróleo. No primeiro trimestre deste ano, as perdas foram de R$ 3,8 milhões. No geral, porém, a companhia conseguiu fechar os períodos com lucro líquido, garantido por suas participações acionárias em outras empresas do grupo. Tentativa de negociação A Ipiranga informou que continua a negociar junto ao governo e à Petrobras "solução estruturada, visando permitir a sua continuidade na atividade de processamento de petróleo em adequadas condições econômicas". Com um mercado praticamente monopolizado pela Petrobras, as duas únicas refinarias privadas brasileiras - Ipiranga e Manguinhos - são obrigadas a seguir os preços da estatal, sob pena de perder clientes se praticarem valores mais altos.

Agencia Estado,

24 Maio 2005 | 18h24

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