Refinarias da Petrobras já operam normalmente com gás

As refinarias da Petrobras voltaram a operar com gás natural normalmente depois de ter substituído o combustível por cerca de quatro dias dentro do plano de contingenciamento que foi implantado pelo governo na semana passada. Segundo o presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra, "a situação está normalizada por enquanto". De acordo com ele, o volume de gás importado da Bolívia pelo Brasil não chegou a ser reduzido.O presidente não descartou, no entanto, que a medida de substituição do gás por óleo combustível possa ser usada novamente se houver risco de desabastecimento. As refinarias consomem, segundo ele, entre 2,5 milhões 3 milhões de metros cúbicos de gás por dia. "Já estamos entrando em contato com concessionárias estaduais para que elas se entendam com seus grandes consumidores para uma eventual redução no consumo, se houver necessidade numa emergência", explicou. Ainda de acordo com Dutra, está garantido prioritariamente o abastecimento residencial em segunda instância o fornecimento de Gás Natural Veicular (GNV).O presidente da Petrobras explicou ainda que o grupo formado por técnicos da estatal e membros do governo federal e distribuidoras de gás vão monitorar o abastecimento, e que os investimentos na Bolívia serão reanalisados "sob a ótica da nova legislação".Bacia de CamposA possibilidade de antecipação da produção de gás no campo de mexilhão na Bacia de Santos para 2007, que vinha sendo aventada principalmente depois da crise política da Bolívia, foi descartada pelo presidente. "Nós estamos trabalhando para colocar o campo em produção a partir de 2008, o que já pode ser considerado um recorde, já que terá apenas quatro anos depois de anunciada a descoberta da reserva", disse Dutra.Queima de gásAinda segundo Dutra, a Petrobras deve retornar nas próximas semanas ao mesmo índice de queima de gás que em fevereiro, antes do problema em Urucu (AM). De acordo com ele, o problema está sendo solucionado ao mesmo tempo em que estão entrando em produção os módulos de compressão de gás das plataformas P-43 e P-48 na Bacia de Campos. "Isso deve reduzir a queima e aumentar a produção", afirmou, em entrevista nesta terça-feira após participar do lançamento do Programa Petrobras Fome Zero, de apoio a projetos de responsabilidade social.

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