Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

Refinarias do Nordeste farão Brasil exportador de diesel

Uma semana depois de anunciar umarefinaria premium no Maranhão, projeto de 20 bilhões dedólares, a Petrobras informou nesta terça-feira que fará outraunidade do mesmo tipo com metade da capacidade no Ceará,estimada em 11,1 bilhões de dólares, incluídas obrasnecessárias para ampliação do porto de Pecém. Governo e Petrobras terão o prazo de 120 dias para cumpriruma série de obrigações jurídicas, técnicas e econômicas paraque seja assinado um termo de compromisso mais detalhado,informou o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo RobertoCosta. Com foco principalmente na produção de óleo diesel, produtoque o Brasil ainda importa 15 por cento do que consome, arefinaria do Ceará terá metade da capacidade do Maranhão, 300mil barris diários, e tem previsão de começar a operar em 2014,com 150 mil barris, e atingir o volume pleno em 2016. Segundo Costa, com a entrada das duas refinarias emoperação o Brasil se tornará exportador de óleo diesel,enquanto a auto-suficiência já será alcançada a partir de 2012com o início das operações das refinarias de Pernambuco e doRio de Janeiro, ambas em processo de construção. "Maranhão e Ceará vão ser para exportação, vamos tornar oBrasil auto-suficiente já com a entrada das outras duas(Pernambuco e Comperj)", disse o diretor a jornalistas navéspera da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aoprimeiro terminal de Gás Natural Liquefeito (GNL) do país, noporto de Pecém, e onde será anunciada oficialmente a novarefinaria do Estado. Costa confirmou que a venezuelana PDVSA continua no projetoda refinaria de Pernambuco, "estamos iniciando as negociaçõespara o fornecimento de petróleo", e que no Comperj, refinariapetroquímica que será instalada no Rio de Janeiro, negocia umaparticipação da indiana Reliance. "É uma empresa grande da Índia e muito forte na áreapetroquímica e têxtil, vamos conversar também com o Estado dePernambuco para alguma atividade petroquímica dela (a indiana)lá", informou. Costa informou que o Brasil importava cerca de 100 milbarris diários de diesel por dia até o dia 1o de julho, quandocomeçou a vigorar a obrigatoriedade de misturar 3 por cento debiodiesel ao diesel consumido no país, contra os 2 por centoanteriores. "Só com a entrada do B3 (mistura de 3 por cento) a média deimportação vai reduzir cerca de 20 por cento, para 80 milbarris diários", informou. Para que a obra seja realizada no Ceará, entretanto, ogovernador do Estado, Cid Gomes, viajou a Brasília nestasegunda-feira para conversar com o governo federal sobre anecessidade de 1 bilhão de dólares para que o Estado faça obrasde infra-estrutura no porto de Pecém, além dos que serão feitospela Petrobras. De acordo com o presidente da agência de desenvolvimentoeconômico do Ceará, Antonio Balhmann, o governador terá quefazer uma contrapartida aos investimentos federais no Estado. "É uma revolução completa em toda a infra-estrutura doporto de Pecém", disse Balhmann lembrando que atualmente alémde exportar minério e importar carvão, o porto cearense é omaior exportador das furtas brasileiras.

DENISE LUNA, REUTERS

19 de agosto de 2008 | 19h14

Tudo o que sabemos sobre:
ENERGIADIESEL

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.