Reflexo na balança comercial deve aparecer só em 2014

O impacto da alta do dólar nas exportações de manufaturados deve aparecer na balança comercial em 2014. "É preciso que o câmbio se estabilize durante um certo período para que as empresas tenham segurança e utilizem a nova cotação no fechamento dos negócios", explica o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro. Nas suas contas, a alta do câmbio pode resultar num acréscimo de US$ 7 bilhões nas exportações totais de 2014 por causa do avanço nas vendas de manufaturados.

O Estado de S.Paulo

14 de setembro de 2013 | 02h15

A mudança de humor dos empresários provocada pela alta do dólar é nítida nos resultados da sondagem industrial da Fundação Getulio Vargas (FGV). Em agosto, o indicador de expectativa de demanda externa, que capta a avaliação das exportações para três meses, superou a avaliação da demanda externa atual, que continua em queda. A expectativa dos empresários sobre a demanda externa nos próximos meses está 15 pontos acima do indicador de demanda externa atual, aponta a pesquisa que consultou cerca de 1.200 indústrias.

"A demanda externa continua fraca, mas as expectativas estão em alta. O câmbio deixou os empresários mais otimistas", afirma Aloisio Campelo, superintendente adjunto de Ciclos Econômicos do Ibre. Ele observa que fazia tempo que a expectativa de demanda externa e a demanda externa atual não registravam comportamento tão distintos. / M.C.

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