FABIO MOTTA/ESTADAO
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Reforma da Previdência continuará na pauta mesmo se não for votada até dia 19, diz Maia

Presidente da Câmara afirmou à Rádio Bandeirantes que, se a matéria não for votada na Câmara até esta data, 'a agenda continua'

André Ítalo Rocha, O Estado de S.Paulo

08 Dezembro 2017 | 18h27

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta sexta-feira, 8, que não pretende desistir da reforma da Previdência caso o projeto não seja colocado para votação até o dia 19 de dezembro. "Se não votar lá (na Câmara) no dia 19, por falta de votos [suficientes para aprovação], a agenda continua", disse, em entrevista à Rádio Bandeirantes. 

"O Brasil só vai sair da crise de verdade, de forma consistente, se a gente aprovar a reforma, essa será minha agenda de forma permanente", acrescentou.

++A dez dias da votação, governo ainda não tem votos para aprovar a reforma da Previdência

Também nesta sexta, o presidente Michel Temer disse, em visita a São Paulo, que a votação da reforma ocorrerá ou no dia 18 ou no dia 19. Para aprovar as mudanças nas regras das aposentadorias, são necessários 308 votos favoráveis, de um total de 512. 

Segundo levantamento feito pelo Grupo Estado e divulgado nesta sexta-feira pelo Broadcast, 212 deputados são contrários à proposta, número que inviabiliza a aprovação.

++Temos mais dez dias para ver quem vota a favor ou contra a reforma da Previdência, diz Temer

Na entrevista à rádio, Maia reconheceu que tem sido difícil reunir votos suficientes e disse até que "está longe". 

"Se não conseguir votar - eu sei que não é simples, não gosto de gerar otimismo falso na sociedade, até porque os mercados mexem muito quando a gente fala desse tema - vou continuar insistindo, vamos trabalhar numa reunião no fim de semana. Já combinei com o presidente Michel Temer e alguns líderes, vamos checar voto por voto, deputado por deputado, está longe, mas a reforma trabalhista também era um desafio que parecia longe e saímos vitoriosos", disse.

O presidente da Câmara afirmou ainda que acredita que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, na condição de presidente do PSDB, vai ajudar a conseguir o apoio da maioria dos deputados tucano, com pelo menos 35 a 40 votos. 

"Passa a ser outro cenário para o Brasil", disse o democrata, que reafirmou a importância do PSDB para a aprovação da proposta.

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