Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Reforma da Previdência só não chega ao STF se votação for unânime, diz Moraes

'Desde a primeira reforma da Previdência depois da Constituição de 1988, todas as alterações previdenciárias chegaram ao Supremo' por meio de Ações Diretas de Inconstitucionalidade, afirmou o ministro do Supremo

Marcelo Osakabe, O Estado de S.Paulo

04 Dezembro 2017 | 22h40

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reiterou nesta segunda-feira, 4, esperar que a reforma da Previdência seja alvo de contestação na Justiça caso seja aprovada pelo Congresso. Em sua opinião, a história recente mostra que isso só não deve ocorrer se a votação for unânime entre os parlamentares.

"Desde a primeira reforma da Previdência depois da Constituição de 1988, todas as alterações previdenciárias chegaram ao Supremo porque algum partido entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI)", afirmou o ministro na saída de um evento da Associação dos Advogados de São Paulo (AASP).

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"Da mesma forma, acredito que, aprovado um texto, não importa o texto, os partidos que tenham perdido a votação vão judicializar, porque essa é a história do que vem ocorrendo no Brasil. Salvo se ocorrer uma votação unânime, isso vai acabar sendo judicializado."

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