Johannes Eisele/AFP
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Reforma da Previdência deve ser aprovada em 2017, diz Banco Mundial

Na avaliação da especialista Dana Vorisek, Brasil tem condições de retomar um processo de expansão mais sustentável e alcançar um crescimento de 1,8% em 2018

Ricardo Leopoldo, correspondente, O Estado de S.Paulo

06 Junho 2017 | 18h44

A reforma da Previdência deve ser aprovada no Congresso até o final deste ano, apesar das incertezas e turbulências políticas, comentou em entrevista exclusiva ao Estado/Broadcast Dana Vorisek, economista do Banco Mundial, do Grupo de Desenvolvimento de Perspectivas Econômicas. Na sua avaliação, a necessidade de ajuste fiscal para o País deve levar a classe política a um consenso para aprovar tal mudança estrutural neste ano.

"Há o risco político e a crise influenciou para a redução da projeção do Banco Mundial relativa ao crescimento do Brasil de 0,5% para 0,3% neste ano", comentou Dana Vorisek. "Contudo, o País inicia um processo de recuperação gradual depois de dois anos de profunda queda do PIB que provocou retração em vários segmentos da economia, como os investimentos", apontou.

Na avaliação da especialista do Banco Mundial, o Brasil tem condições de retomar um processo de expansão mais sustentável e alcançar um crescimento de 1,8% em 2018 e de 2,1% em 2019, que são as projeções da instituição multilateral. "Neste ano, as exportações estão ganhando força. Embora a taxa de desemprego ainda esteja alta, há um registro de aumento da renda real com a redução significativa da inflação", destacou.

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"Além disso, a perspectiva de expansão da economia para o próximo ano e no seguinte está relacionada com a ajuda que as reformas estruturais trarão ao País, pois ajudarão também a elevar a confiança e aumentar os investimentos", apontou Dana Vorisek.

Questionada se as projeções sobre o desempenho da economia nos próximos anos e também se a avaliação de que a reforma da Previdência ocorrerá até dezembro são mantidas mesmo que o presidente Michel Temer deixe o cargo, ela respondeu: "As previsões macroeconômicas sobre o Brasil e também sobre tal reforma consideram condições políticas atuais", disse. "Na hipótese de alteração da situação política, as previsões poderão ser reavaliadas." 

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