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Reforma do FMI parece improvável, dizem fontes

Autoridades financeiras globais parecem inclinadas a dar aos Estados Unidos mais tempo para endossar uma série de reformas do Fundo Monetário Internacional cujo objetivo é dar mais peso às economias emergentes, em vez de tentarem implementar propostas alternativas que driblem a intransigência dos EUA.

BY ANNA YUKHANANOV, Reuters

11 de abril de 2014 | 09h55

Os ministros de Finanças que se reúnem neste fim de semana em Washington para reuniões do FMI devem debater diversas medidas pontuais que permitam a implementação mesmo que parcial da reforma estrutural proposta em 2010 sem a aprovação formal dos EUA.

No mês passado, senadores democratas desistiram de incluir as reformas em um pacote de ajuda à Ucrânia, porque a Câmara norte-americana, dominada pela oposição democrata, se recusou a considerar o assunto.

Frustradas com a demora dos EUA, autoridades financeiras internacionais estão cogitando alternativas.

Entre elas estaria o aumento do peso do voto dos países emergentes, o que como as reformas formais reduziria o poder do voto norte-americano. Outra proposta, mais drástica, é a de não prorrogar a autoridade do FMI para conceder empréstimo de emergência, segundo o secretário australiano do Tesouro, Martin Parkinson.

As opções serão debatidas nesta sexta-feira numa reunião do comitê de orientação do FMI e do G20.

"São todas elas opções legítimas", disse Parkinson.

Ainda assim, Parkinson e outros afirmaram que o resultado mais provável é que o FMI dê mais tempo aos EUA.

"Seria um erro não dar aos Estados Unidos a oportunidade de resolver isso", disse em entrevista o ministro mexicano Luis Videgaray.

Outros países têm criticado os EUA por bloquear a reforma. Yi Gang, vice-presidente do banco central da China, disse que a demora na reforma do FMI "é um sério dano à liderança do G20" e "uma ameaça à legitimidade do FMI".

"Cria alguma incerteza para os recursos futuros do FMI", disse ele em Washington.

Muitos republicanos em Washington argumentam que a reforma --cujo prazo para que todos os membros a endossasse era 2012-- custará demais para os EUA e reduzirá a influência do país no FMI.

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