Reforma fiscal na Argentina é urgente, diz Sobeet

A Argentina tem que realizar uma reforma fiscal firme em sua economia para dar sustentação aos seus fundamentos econômicos/financeiros e permitir que o Estado se recupere do rombo de US$ 11 bilhões que tem hoje na parte fiscal. "Esta recuperação será lenta, mas tem que ser iniciada", disse o presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet), Antonio Corrêa de Lacerda. Ele elogiou a aprovação do fim da conversibilidade, alertando que a uma inflação deve ser gerada, mas que isto pode ser atenuado pela deflação em que vive hoje a economia daquele país.Lacerda lembrou de uma frase do ex-ministro Mário Henrique Simonsen, para explicar o que é mais importante para a Argentina hoje: "A inflação aleja e a crise cambial mata". E arrematou: "A Argentina precisa primeiro resolver a questão cambial, e está mostrando que deseja isto. E depois terá que enfrentar uma inflação, resultado da mudança de política cambial. Não é fácil". Ele salientou que "uma reforma cambial, a gente sempre sabe como começa, mas nunca como termina. Vamos ter que esperar uns dias para saber como a nova política cambial será recebida pelo mercado. No Brasil, México e outros países em que ocorreram mudanças no câmbio, tivemos um overshotting, ou seja o dólar foi lá para cima, mas depois acabou baixando. Isso sem dúvida alguma tem reflexos sobre os preços dos produtos que dependem de algum tipo de importação para a sua composição".Quanto a reforma fiscal, Lacerda alertou que "ela é mais do que necessária. É preciso acabar com a sonegação fiscal, e restituir as condições de funcionamento do Estado. Isso tem que começar agora, com todas as dificuldades que se tenha pela frente."Leia o especial

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