Waldemir Barreto/Divulgação - Senado
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Reforma trabalhista chegará ao plenário uma semana após previsão do governo

Relator calcula que o projeto seja votado entre 20 e 23 de junho; para conseguir a aprovação, alguns aspectos do texto serão vetados

Fernando Nakagawa e Isabela Bonfim, O Estado de S.Paulo

06 de junho de 2017 | 19h26

Após aprovação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), o relator da reforma trabalhista, Ricardo Ferraço (PSDB-ES), calcula que o projeto seja votado em plenário entre 20 e 23 de junho. Essa perspectiva representa atraso de uma semana em relação ao calendário inicial projetado por representantes do governo, que previam votação entre 12 e 15 de junho. 

O relator vai apresentar o mesmo parecer a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) nesta quarta-feira, 7, mas a votação neste colegiado só deve acontecer na próxima semana. Depois, o projeto segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Aprovada na CCJ, a reforma trabalhista pode ser levada à votação no plenário no mesmo dia. 

Ferraço minimizou a maratona de nove horas para votação do projeto na CAE. "É um tema muito polêmico, com mutias controvérsias", avalia. Uma das maiores resistências à votação do projeto foi a decisão do governo de que a proposta deveria passar pelo Senado sem modificações, para seguir diretamente para sanção. O próprio relator apontou diversos pontos insatisfatórios na matéria que precisavam ser modificados. 

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Para conseguir a aprovação, o governo se comprometeu em vetar alguns aspectos do texto e garantir outros por meio de medida provisória. De acordo com Ferraço, a MP será editada pelo presidente antes da votação em plenário. "Muitos desejavam que as alterações fossem integradas ao texto para que a proposta voltasse à Câmara. Mas construímos um ajuste institucional e o governo se compromete com alguns vetos de pontos que poderiam ser modificados no Senado", disse.

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