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Reforma trabalhista é aprovada na Itália

Entre as mudanças, causa maior polêmica alteração em lei que permite às empresas com mais de 15 funcionários demitir por razões disciplinares ou econômicas 

Ricardo Gozzi, da Agência Estado,

23 de março de 2012 | 15h45

ROMA - O gabinete de governo da Itália aprovou nesta sexa-feira, 23, o polêmico projeto de reforma trabalhista proposto pelo primeiro-ministro Mario Monti. O conselho de ministros acatou o projeto, cujos detalhes serão agora ajustados antes de sua apresentação ao Parlamento, informou o governo por meio de nota. O projeto de lei deverá ser apresentado ao Parlamento dentro de algumas semanas.

"O gabinete aprovou hoje uma proposta de reforma trabalhista que há muito tempo vem sendo esperada pelo país e pela Europa", diz a nota. "O projeto foi debatido com parceiros sociais com o objetivo de criar um mercado de trabalho mais dinâmico, flexível e inclusivo, capaz de contribuir com o crescimento e melhorar o desenvolvimento e a competitividade dos negócios."

Ontem, a CGIL, a maior central sindical da Itália, convocou uma greve de oito horas contra a reforma trabalhista depois que o governo decidiu levar a ideia adiante mesmo sem amplo apoio.

O principal ponto de divergência é uma alteração do artigo 18 da Lei Trabalhista da Itália que permitiria às empresas com mais de 15 funcionários demitir por razões disciplinares ou econômicas.

O empresariado italiano está alinhado com o governo quanto à mudança no artigo, mas os sindicatos advertem que a alteração acarreta grande risco de causar desemprego em massa num momento de instabilidade econômica no país. As informações são da Dow Jones.

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