Iara Morselli
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Reforma trabalhista vai permitir melhora em rankings de negócios, diz dono da Riachuelo

Recentemente, a empresa foi alvo de uma ação judicial que cobra R$ 37,7 milhões de indenização por causa da terceirização de funcionários em condições piores que os empregados atuais

Altamiro Silva Júnior, O Estado de S.Paulo

11 Novembro 2017 | 17h48

O empresário Flávio Rocha, dono da Riachuelo, defendeu neste sábado, 11, a reforma trabalhista como passo importante para o Brasil melhorar a competitividade e conseguir subir nos rankings internacionais sobre ambiente de negócios. Atualmente, disse ele em apresentação no 3º Congresso Nacional do Movimento Brasil Livre (MBL), o País é "humilhado" nos levantamentos de competitividade e a cada ano perde posições.  

Rocha citou o ranking "Doing Business", do Banco Mundial, que mostra o Brasil na 125ª posição entre 190 países na edição de 2017. O levantamento leva a consideração a facilidade de se fazer negócios em cada país e o Brasil caiu duas posição em relação a 2016. Com a reforma trabalhista, o empresário da Riachuelo disse que o Brasil pode "ganhar 35 pontos" e subir no ranking. 

Recentemente, a Riachuelo foi alvo de uma ação judicial que cobra R$ 37,7 milhões de indenização por causa da terceirização de funcionários em condições piores que os empregados atuais. Em sua apresentação, Rocha falou do caso, rechaçou as acusações do Ministério Público do Trabalho e destacou que esse tipo de litígio só contribui para dificultar a geração de empregos. 

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"Quando falta crença na soberania suprema do mercado, permanece a hiper-regulação", disse Rocha. O empresário ressaltou que, além do excesso de regras e normas, a carga tributária no Brasil deu um salto nos últimos anos, saindo de 22% do Produto Interno Bruto (PIB), no final dos anos 80, para 37% nos últimos anos. Ao mesmo tempo, o Brasil tem que competir internacionalmente com mercados emergentes que possuem carga tributária menor, ao redor de 15% do PIB. 

No Brasil, o "carrapato é maior que o boi", afirmou o empresário ao falar do excesso de regras, da burocracia e de carga tributária que prejudica a competitividade do País. O empresário citou ainda, sem falar nomes, o exemplo de um banco internacional que resolveu deixar o Brasil. O país respondia por 1,5% do faturamento da instituição, mas gerava 93% das causas trabalhistas deste banco. "Há uma hipertrofia absurda da carruagem estatal."

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Rocha disse que o Brasil gera 3,8 milhões de causas trabalhistas por ano, segundo ele, mais do que todos os países do mundo. A reforma trabalhista vai permitir, de acordo com o empresário, a resolução de conflitos de forma extra judicial e tem como objetivo reduzir esses litígios. Para o empresário, o excesso de regras no mercado de trabalho "tem efeito de areia nas delicadas engrenagens da economia". "O resultado disse é a perda competitividade."

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