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Reformas ajudariam a reduzir risco Brasil

O estrategista do banco UBS, o economista Marcelo Mesquita, disse ontem que o risco Brasil só irá reduzir-se se o País concluir as reformas que estão paradas no Congresso há três anos. Em entrevista ao programa Espaço Aberto, da Globo News, ele lembrou que a última grande reforma levada a efeito pelo governo Fernando Henrique foi a que introduziu a Lei de Responsabilidade Fiscal. "De lá para cá houve a disputa na Câmara e no Senado, o PFL brigou com o PSDB e o governo parou aí", afirmou. Segundo Mesquita, nenhum dos quatro candidatos à Presidência da República deixou clara sua vontade política de completar as reformas estruturais e institucionais que o País necessita para adquirir a confiança dos investidores e, em conseqüência, reduzir o chamado risco Brasil. "Se você olhar o programa de todos eles (Lula, Serra, Ciro e Garotinho), a Alca é um palavrão; privatização, ninguém diz que tem de continuar e que já se privatizou tudo."Reforma políticaEntre as mudanças urgentes, Marcelo Mesquita destacou a reforma política. "A gente fala em democracia, mas por que um voto para eleger um deputado federal no Amapá vale mais do que um voto do Rio de Janeiro ou de São Paulo? Isso só incentiva um Congresso onde os grotões valem mais do que os grandes centros", questiona.

Agencia Estado,

27 de junho de 2002 | 09h01

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