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Reformas fiscal e tributária podem ser alento ao investimento, diz Furlan

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, disse nesta quinta-feira, durante o Fórum Brasil com Z, promovido pelo Grupo Estado, na capital paulista, que as reformas fiscal e tributária podem ser um grande alento para o investimento no País. Furlan defendeu a adoção de um sistema mais simples de ser aplicado e fiscalizado e ressaltou que uma pesquisa recém-concluída mostrou que a carga tributária é, de longe, o maior inibidor de investimentos no Brasil.Falando sobre o tema internacionalização de empresas brasileiras, o ministro admitiu que, por conta da complexidade, muitas vezes política, as reformas tendem a ser mais lentas. Mesmo assim, enumerou algumas medidas que o governo tem adotado para desonerar investimentos.Ele citou a redução de impostos nas áreas de bens de capital e construção civil, além do Reporto, programa de modernização dos portos nacionais. Furlan mencionou ainda que, durante seu período no ministério, foram criados cinco centros de distribuição de produtos no exterior. Esses centros incluem espaços para mostruário, salas de reuniões e depósitos, voltados para empresas de pequeno e médio portes.Ao final de seu pronunciamento, no Auditório do Grupo Estado, o ministro afirmou, sobre o atual governo, que "vamos deixar um País muito mais estável e promissor". Furlan citou diversas vezes o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como grande incentivador, tanto da internacionalização de empresas quanto do comércio exterior.Afirmou ainda ter percebido que, hoje, o Brasil não depende de forças externas para se desenvolver e crescer. "Se a sociedade brasileira se engajar em torno de algumas prioridades, como o crescimento, teremos, em poucos anos, um País muito melhor", comentou.IndústriaO ministro do Desenvolvimento foi evasivo em seu comentário sobre o resultado da produção industrial de agosto, divulgado nesta quinta pelo IBGE. Furlan afirmou que este terceiro trimestre foi bom, por conta da vitalidade das exportações e do mercado interno.Ele lembrou que, no mês passado, o setor automotivo bateu recorde de vendas (152 mil veículos, segundo a Fenabrave). Ao comentar a queda de 14,8% na produção de automóveis, divulgada hoje pela Anfavea, e de recuo de 11,7% nas vendas, na margem, o ministro limitou-se a dizer que esses números refletem apenas o número menor de dias úteis."A produção continua crescendo. Ela está ligada a dias úteis. Agosto, com 23 dias, foi o maior mês do ano e, setembro, teve 21 dias úteis", afirmou Furlan, logo após sua participação no "Fórum Brasil com Z", promovido pelo Grupo Estado, na capital paulista.O ministro disse que vê "o clima na produção bem mais tranqüilo". Para Furlan, o segundo semestre será melhor que o primeiro, mas ressaltou que os últimos três meses do ano são marcados por uma intensa sazonalidade, ligada ao período natalino.Matéria alterada às 17h05 para acréscimo de informações

Agencia Estado,

05 de outubro de 2006 | 15h58

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