Registros de falência caem 65% no ano

Os registros de falência tiveram queda nos primeiros quatro meses do ano, tomando como base o mesmo período do ano passado. A informação, divulgada nesta quarta-feira pela Serasa, mostrou que no acumulado do ano foram requeridas 65,1% de falências a menos, enquanto as decretaras tiveram queda de 35,7% enquanto as concordatas deferidas diminuíram 69,6%. Os pedidos de recuperação judicial de empresas totalizaram 67 no período. Também não houve registros de requerimentos de recuperação extrajudicial.Na avaliação da Serasa, a Nova Lei de Falências "desestimulou" a utilização do requerimento de falência como um instrumento de cobrança e estabeleceu limite mínimo, em reais, para sua "aplicabilidade", o que refletiu na expressiva queda do indicador. Quanto à recuperação judicial e extrajudicial (alternativas legais que substituíram a concordata), a empresa de análise de crédito explicou que o mercado está adaptado ao novo regime e "aguarda jurisprudência sobre o assunto".De acordo com a Serasa, outro fator que contribuiu para a queda dos indicadores de insolvência foi o "aumento da liquidez das empresas", decorrente do bom desempenho das exportações e da alta do consumo da população (recuperação do mercado interno), sustentada pela expansão do crédito.Abril Os dados de abril também indicam queda. No mês, tomando como base o mesmo período do ano passado, as falências requeridas apresentaram queda de 68,2%, quanto as decretadas diminuíram 38,7%.Em relação às concordatas deferidas, apenas um caso foi registrado no mês passado, o que resultou em um recuo expressivo, de 80%.Os requerimentos de recuperação judicial totalizaram quatro registros em abril e não houve pedido de recuperação extrajudicial. Não há base de comparação para esta modalidade, por causa da vigência, somente em junho do ano passado, da Nova Lei de Falências.

Agencia Estado,

10 de maio de 2006 | 15h48

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