Regra de reajuste do minério pode mudar conforme vontade do cliente, diz Vale

‘O que não fazemos é optar por determinado mecanismo de preço e, daqui a dois meses, mudar para outro’, afirmou o presidente da empresa

Fernanda Nunes, especial para a Agência Estado,

21 de junho de 2012 | 17h45

RIO - A Vale tem disponibilidade de alterar o seu mecanismo de reajustes do minério de ferro de acordo com a vontade do seu cliente, informou o presidente da empresa, Murilo Ferreira, após participar de seminário na Rio+20. "O que não fazemos é optar por determinado mecanismo de preço e, daqui a dois meses, mudar para outro. Existem alguns clientes, como os japoneses, que preferem o longo prazo, outros preferem o spot", disse o executivo. 

Ferreira negou qualquer pressão por parte do governo para que aumente a sua participação acionária na siderúrgica CSA. Questionado sobre esta hipótese, respondeu enfaticamente: "nunca".

China

O presidente da empresa afirmou que o mercado chinês de aço está aquecido, apesar das estatísticas sobre a retração da economia do País asiático, divulgadas em maio. "O que nós observamos na China nos últimos três meses seguidos é que foram batidos os recordes de produção de aço", informou.

Ferreira criticou diretamente o banco HSBC, que publicou no mês passado estudo demonstrando queda nas exportações para a China e expectativa de que a economia continue fraca no segundo semestre. "Os óculos que você usa para uma coisa não é o que você enxerga bem para outra coisa", disse o executivo, em alusão à interpretação do banco sobre os dados da economia chinesa.

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