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Regras protecionistas dos EUA são ineficientes, diz Serra

Governador afirma que governo americano impede difusão do etanol em escala que seria necessária

Carolina Ruhman, da Agência Estado,

21 de novembro de 2008 | 16h13

O governador de São Paulo, José Serra, criticou nesta sexta-feira, 21, o protecionismo por parte dos países desenvolvidos, em especial os Estados Unidos, no comércio internacional de biocombustíveis. "O protecionismo, de fato, tem impedido a difusão do etanol na escala que se faria necessária e que seria possível. Este protecionismo termina, em última análise, desestimulando sua produção em outros países que não o Brasil, que encontrariam aí uma chance de desenvolvimento", atacou Serra, durante o encerramento da Conferência Internacional sobre Biocombustíveis, em São Paulo. Os EUA continuam a adotar regras "protecionistas e ineficientes", disse o governador, referindo-se aos subsídios concedidos pelo governo norte-americano. Serra afirmou que a produção de etanol de milho nos EUA é mais cara e citou os subsídios concedidos pelo país. "Vai além da tarifa de 14 centavos de dólar por litro. A barreira final chega a quase 30 centavos de dólar por causa dos subsídios aos produtores", afirmou. De acordo com os cálculos do governador, este valor final corresponde a quase a totalidade do custo de produção do produto no país. Serra afirmou que o governo paulista está atuando para garantir condições ambientais para a produção de cana-de-açúcar e tem firmado acordos para antecipar o fim das queimadas. E citou uma iniciativa do governo de implantar um centro de pesquisa dedicado à bioenergia, no qual serão investidos R$ 100 milhões, em dois anos, pelo governo estadual. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), por sua vez, contribuirá com R$ 83 milhões, acrescentou.

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