portfólio

E-Investidor: qual o melhor investimento para 2020?

Reguladores não podem prever crises, diz ex-presidente do Fed

Alan Greenspan questiona viabilidade de órgão regulador encarregado do risco sistêmico nos mercados

Ana Conceição, da Agência Estado,

31 de março de 2009 | 15h55

O ex-presidente do Federal Reserve Alan Greenspan questionou a viabilidade da criação de um órgão regulador encarregado do risco sistêmico nos mercados financeiros, dizendo que enquanto reguladores podem detectar quando momentos de risco estão sendo subestimados, eles não podem prever as crises futuras. "Saber quando uma crise acontecerá não é algo possível para seres humanos", afirmou.

 

Veja também:

especialDe olho nos sintomas da crise econômica 

especialDicionário da crise 

especialLições de 29

especialComo o mundo reage à crise

 

Para Greenspan, o "grande demais para falir" é um problema inerente à competição. Empresas consideradas muito grandes para ir à bancarrota têm cerca de 50 pontos-base abatidos de seu custo de capital. A forma de abordar a questão, afirmou, é por meio das exigências de capital.

 

Greenspan disse que as agências hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac não eram grandes demais para falir, embora o mercado financeiro tenha interpretado que eram. O problema dessas empresas era o balanço e não a securitização, afirmou. Na verdade, disse, elas desempenharam bem seu papel de instituições securitizadoras. O ex-presidente do Fed também disse que não apoia a imposição de "haircuts" - uma avaliação ou retorno inferior ao ideal - sobre os títulos de dívida de instituições problemáticas.

 

"Se você começa dando um desconto sobre a dívida de uma empresa que está em dificuldade, você derrubará o valor de mercado dos títulos de dívida em todos os tipos de empresas relacionadas, o que terá um efeito de contágio", afirmou. Greenspan brincou dizendo que se fosse 60 anos mais jovem iniciaria um pequeno banco, dado o grande intervalo entre as taxas praticadas nos bons empréstimos e o custo de capital. Para um banco, disse, "é como pescar peixes em um barril".

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.