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Regulamentação de tarifas não afeta crédito, diz Bernardo

'Tem demanda para crédito. Porque os bancos vão criar problemas para isso?', afirma o ministro do Planejamento

RENATA VERÍSSIMO, Agencia Estado

04 de outubro de 2007 | 17h20

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse que não vê como a regulamentação das tarifas bancárias pode afetar a oferta de crédito no País. "Tem demanda para crédito. Porque os bancos vão criar problemas para isso?", questionou o ministro. "Não vejo como eles vão fazer. Vão colocar o dinheiro na prateleira?", ironizou.  Veja também: Regulamentar tarifas pode comprometer crédito, diz Febraban Compare as tarifas dos principais bancos do Brasil   Na quarta-feira, o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Fabio Barbosa, disse que as novas regras poderiam comprometer a expansão da oferta de crédito no Brasil.  Segundo Bernardo, o mercado é competitivo e o governo pode estimular esta concorrência. Ele lembrou que os bancos relutaram em destinar mais dinheiro para o crédito imobiliário porque queriam que os recursos ficassem no Banco Central como um compulsório remunerado pela taxa básica de juros, a Selic.  Mas, de acordo com ele, as medidas adotadas pelo governo fez com que o crédito imobiliário crescesse 73% este ano em relação a 2006. "E os bancos não podem dizer que está ruim para eles", afirmou.  O ministro disse também que o governo terá que enfrentar este debate sobre o custo das tarifas bancárias e remover embaraços anticoncorrenciais como a cobrança de taxa de antecipação de quitação. Ele disse que o governo não quer fazer uma intervenção no setor, mas tornar a relação entre banco e cliente "mais razoável". Segundo Bernardo, o governo está buscando uma saída de equilíbrio e pode negociar com os bancos. Ele, no entanto, criticou a posição do setor financeiro. "Aparentemente é mais cômodo ganhar na tarifa", disse. "algumas modalidades de serviços bancários têm ficado mais baratas. Porque não popularizar?", defendeu. PAC Bernardo comentou ainda que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) é uma plataforma de partida para retomar o crescimento econômico. "Se soubermos zelar, podermos ter o PAC2 ou PAC3 e retomar as condições de crescimento", disse durante o Encontro Nacional da Indústria da Construção Civil (ENIC).  O ministro afirmou que o governo quer obras de caráter estruturantes capazes de resolver situações que se mantêm a décadas. Ele contou que o governo teve que enfrentar a falta de gente para analisar projetos e até mesmo a falta de projetos. "Mas passada essa dificuldade inicial, nós vamos fazer isso andar muito rapidamente", disse o ministro.  Paulo Bernardo afirmou que a tendência é que o governo caminhe para a criação de um banco de projetos. Segundo ele, o Ministério dos Transportes tem mais de R$ 1 bilhão no orçamento para a elaboração de projetos. "Precisamos fazer projetos", disse.  Texto atualizado às 18h10

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