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Regulamentar tarifas pode comprometer crédito, diz Febraban

Segundo presidente da entidade, governo tem consciência do risco de afetar oferta de crédito no País

Adriana Fernandes, da Agência Estado,

03 de outubro de 2007 | 18h09

O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Fábio Barbosa, alertou, nesta quarta-feira, 3, para o risco de a regulamentação das tarifas bancárias comprometer o atual processo de aumento da oferta de crédito em curso na economia brasileira. Segundo ele, é preciso evitar que a regulamentação "entre por esse caminho". Veja também Compare as tarifas dos principais bancos do Brasil   "Muitas vezes, tentamos preservar alguma coisa e acabamos prejudicando. Precisa haver compreensão. Por que são cobrados determinados tipos de serviço? Que tipo de risco existe numa operação de crédito? Sem compreender isso, pode-se tomar uma medida que, ao invés de ajudar a expansão do crédito e a bancarização, pode prejudicá-las", afirmou. Ele disse que o governo tem consciência desse risco. "Existe uma conscientização de que é preciso se entender a complexidade do assunto de maneira que aquilo que vier a ser definido, preserve esses ganhos que a gente tem tido na sociedade, de aumento da carteira de crédito e da bancarização", afirmou, após reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.  Essa foi a segunda reunião técnica entre o ministro e os dirigentes da Febraban para discutir a proposta de regulamentação das tarifas bancárias. Na avaliação do presidente da Febraban, o aumento do crédito tem sido um fator importante para o crescimento da economia brasileira. Ele disse que não há cobrança de tarifas abusivas pelos bancos. "Não há abusos. As tarifas correspondem a determinados serviços e eles têm sido colocados com muita transparência, permitindo a comparação. A expansão da rede de ATM (caixa eletrônico) e os investimentos viabilizam que cem milhões de pessoas possam ter acesso a serviços bancários", ponderou. O presidente da Febraban reconheceu que o governo tem sido duro nas negociações. "O governo tem jogado com bastante firmeza nessa negociação. Está fazendo o papel dele, procurando construir uma solução que atenda a todas as partes de maneira a preservar esse valor que o sistema financeiro agrega à economia do País, por meio da expansão do crédito e da bancarização", disse.  "O governo vem apertando bastante para entender todo o sistema de tarifas, mas tem havido um bom diálogo no sentido de evitar que a gente acabe entrando num caminho que prejudique essa situação atual", acrescentou.

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