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Reino Unido escolheu 11 países do G-20 para lobby, diz FT

Governo escolheu nações que merecem 'intenso engajamento e lobby diplomático'; Brasil faz parte do grupo

Clarissa Mangueira, Agência Estado

13 de março de 2009 | 05h50

O ministério do Comércio Exterior do Reino Unido dividiu o G-20 em dois níveis distintos, um dos quais foi considerado como de "alta prioridade" para "lobby", segundo revelou a edição desta sexta-feira do jornal Financial Times. O Brasil faz parte dessa lista.

 

A revelação deve constranger o governo britânico a poucos dias da reunião dos ministros de finanças do G-20, grupo das nações mais ricas do mundo e dos maiores países em desenvolvimento. Os ministros realizam neste sábado, próximo a Londres, um encontro preparatório à reunião de cúpula do grupo, em 2 de abril.

 

Citando um documento confidencial, o jornal informou que o governo britânico escolheu 11 países que merecem "intenso engajamento e lobby diplomático". Segundo o documento - uma licitação para contratar serviços de relações públicas emitida pelo governo em dezembro -, fazem parte do grupo prioritário Estados Unidos, China, Japão, Alemanha, França, Itália, Índia, Brasil, Arábia Saudita, Coreia do Sul e África do Sul. Os sete restantes - o G-20 inclui a presidência rotativa da União Europeia - são Rússia, Austrália, Canadá, Argentina, México, Indonésia e Turquia.

 

"O objetivo central para o aspecto de RP (relações públicas) disto é melhorar a imagem da reunião diante do público e dos principais formadores de opinião, a fim de facilitar a positiva tomada de decisões", diz o documento. O texto afirma que o documento é "confidencial e sensível" e "não pode ser divulgado ao público em geral ou para a mídia".

 

O contrato, no valor de 300 mil libras esterlinas (US$ 420 mil), nunca foi concedido, de acordo com o FT. Um porta-voz do ministério disse ao jornal que a lista em dois níveis não era "absolutamente uma hierarquia dos Estados mais importantes para as nossas relações políticas". Ele afirmou que os 11 países haviam sido classificados por várias razões, tais como a presença de fortes organizações não-governamentais, mídia, instituições acadêmicas, sindicatos e sociedade civil, além de atores não tradicionais, como fundos de riqueza soberana".

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