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Reino Unido está em 'profunda recessão', diz BC inglês

Mervyn King admitiu a necessidade de novas ações políticas para aumentar oferta de dinheiro

CYNTHIA DECLOEDT, Agencia Estado

11 de fevereiro de 2009 | 10h09

O presidente do Banco da Inglaterra (BoE, o banco central inglês), Mervyn King, disse ser "muito provável que sejam necessárias" novas ações de flexibilização na política monetária no Reino Unido, "provavelmente incluindo ações direcionadas a um aumento na oferta de dinheiro para estimular os gastos nominais". King afirmou ainda que o Reino Unido encontra-se em "profunda recessão".   Veja também: Reino Unido tem maior desemprego em 9 anos Entenda o novo plano dos EUA para resgatar bancos De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise Segundo ele, a duração e a profundidade da recessão no país dependerão, em grande medida, dos acontecimentos no resto do mundo, onde existe uma severa desaceleração econômica. O presidente do BC afirmou que uma das incertezas para a economia britânica vem de questões relacionadas a medidas protecionistas que possam ser adotadas por outros países. Segundo ele, o protecionismo é um risco para o país.Os comentários de King foram feitos na apresentação do relatório trimestral de inflação do BoE. O relatório sugere pequena possibilidade de corte no juro, atualmente no nível recorde de baixa de 1% ao ano. "A queda para nível historicamente baixo (do juro) pode já ter começado a provocar impacto no mecanismo de transmissão", diz o relatório do BoE. Segundo o documento, provavelmente será necessário aumentar a oferta de dinheiro e comprar papéis do governo e do setor privado para estimular a economia. DesempregoA taxa de desemprego no Reino Unido atingiu o maior nível em nove anos em janeiro, refletindo uma contração sem precedentes na oferta de emprego e no aumento do número de demissões no país, mostraram os números do Escritório Nacional de Estatísticas. O número de pessoas recorrendo ao auxílio-desemprego subiu 73,8 mil no mês passado, após aumento (revisado) de 79,9 mil em dezembro de 2008. Dessa forma, a taxa de desemprego subiu para 3,8% em janeiro, nível não visto desde fevereiro de 2000. Em dezembro, a taxa estava em 3,6%. Economistas esperavam aumento de 90 mil no número de pessoas pedindo auxílio-desemprego. As informações são da Dow Jones.

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