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Reino Unido irá garantir ativos de bancos, incluindo os 'tóxicos'

Os bancos que desejarem participar do programa terão até 31 de março para fazê-lo e pagarão uma taxa

Cynthia Decloedt, da Agência Estado

26 de fevereiro de 2009 | 16h58

O Tesouro britânico anunciou um programa de garantias aos ativos de bancos que tomem depósitos e tenham mais de 25 bilhões de libras (US$ 35,7 bilhões) em ativos, chamado Programa de Proteção de Ativos. Os bancos que desejarem participar do programa terão até 31 de março para fazê-lo. O Tesouro informou que os bancos poderão utilizar o programa para garantir ativos "tóxicos" de seus balanços, desde que possam comprovar que têm modelos de negócios sustentáveis e possuem uma equipe de administração com credibilidade. Os detalhes do programa foram publicados pelo Tesouro no mesmo dia em que o Royal Bank of Scotland anunciou o maior prejuízo da história empresarial do Reino Unido. O Lloyds Banking Group também já revelou interesse em participar do programa, dizendo que está em conversação com o Tesouro. Segundo informações não oficiais do banco, o Lloyds deve apresentar proposta para garantir cerca de 250 bilhões de libras esterlinas de seus ativos.  O Tesouro britânico informou que os bancos que recorrerem ao seguro deverão se comprometer a conceder empréstimos a tomadores com bom histórico de crédito e reportar o Tesouro sobre os novos empréstimos. A cobertura do Tesouro terá duração de pelo menos cinco anos, mas os bancos podem antecipar o fim do seguro a qualquer momento, com o consentimento do Tesouro.  O Tesouro cobrará uma taxa para que os bancos tenham acesso ao programa. A determinação das taxas cobradas e também do nível do "primeiro prejuízo" sobre o que estará sendo garantido serão baseados em estimativas de desempenho de tais ativos. A taxa para obtenção da garantia será paga pelo banco por meio da emissão de um instrumento de capital ao governo, mas é esperado que estejam excluídas emissões de ações com direito a voto, disse o Tesouro. O Tesouro disse que o governo terá o direito de apontar um administrador independente para gerenciar ou supervisionar os ativos que estão recebendo garantias de um banco em algumas circunstâncias, como quando as perdas excederem os níveis prefixados. As informações são da Dow Jones.

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