Reino Unido precisa de idéias novas contra a crise, diz Brown

Comentário do primeiro-ministro vem em meio à expectativa de aumento dos gastos por parte do governo

Marcílio Souza, da Agência Estado,

27 de outubro de 2008 | 10h59

O governo do Reino Unido precisa deixar de lado as "velhas ortodoxias", na medida em que trabalha para limitar o impacto da crise econômica, disse o primeiro-ministro do país, Gordon Brown. "São os pensamentos novos, e não as velhas ortodoxias, que vão nos fazer superar" essa crise, disse Brown para um platéia de empresários.   Veja também: Veja as semelhanças entre a MP 443 e o pacote britânico Consultor responde a dúvidas sobre crise   Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira  Dicionário da crise    Os comentários de Brown vêm em meio à expectativa de que o ministro de Finanças britânico Alistair Darling, irá abandonar nesta semana as regras fiscais do governo, permitindo que o Reino Unido tome emprestado e gaste mais ao longo dos próximos anos.   "Sua política fiscal precisa ajudar sua política monetária", disse ele. O governo deve "tomar emprestado para investir o que for necessário tanto agora quanto no longo prazo, até que o valor dos empréstimos caia como porcentagem da renda nacional à medida que a economia se recupera".   Brown disse também que acredita que o presidente do Banco da Inglaterra (BOE), Mervyn King, "avalia que a dificuldade real que enfrentamos agora é o impacto da diminuição do crédito sobre a economia como um todo", e não as pressões inflacionárias.   Brown também falou sobre a idéia do Reino Unido de reformar as instituições internacionais, que deverá apresentar na reunião do G-20 marcada para o dia 15 de novembro em Washington. Ele disse que agora está claro que o sistema financeiro global enfrenta um "problema estrutural", com as autoridades nacionais incapazes de lidar com os fluxos de capital globais.   Ele disse que o Fórum de Estabilidade Financeira, uma entidade criada após a crise da Ásia, precisa de força para garantir que as decisões sejam implementadas em nível nacional e que o Fundo Monetário Internacional (FMI) deve se tornar mais como um banco central independente que acompanhe a economia global do que o "comitê político" que atualmente representa. As informações são da Dow Jones.

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