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Relação entre dívida pública e PIB é a menor desde 1998

Endividamento líquido do setor público fica em 43,1% do PIB em agosto, ante 44% em julho

Gustavo Freire e Fabio Graner, da Agência Estado,

26 de setembro de 2007 | 12h46

A dívida líquida do setor público (União, Estados, municípios e empresas estatais) fechou o mês de agosto em 43,1% do Produto Interno Bruto (PIB), o menor nível desde dezembro de 1998. Em valores nominas, a dívida ficou em R$ 1,096 trilhão no mês. Em julho, a dívida líquida estava em 44% do PIB e correspondia a R$ 1,104 trilhão.  Veja também:Economia do governo para pagar juros é a maior desde 91 Segundo nota do Banco Central divulgada nesta quarta-feira, 26, o fator determinante para a queda da dívida foi a desvalorização cambial, que respondeu por uma redução de R$ 8,6 bilhões do endividamento.  Esta dívida é representada pelo saldo líquido do endividamento do setor público não-financeiro e do Banco Central com o sistema financeiro (público e privado), com o setor privado não-financeiro e com o resto do mundo. A redução, porém, não deve se sustentar, segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopez. De acordo com ele, a relação dívida/PIB em setembro deve subir para 43,9%, por conta da valorização cambial. Lopes levou em conta a apreciação de 4,6% do real ante o dólar verificada no mês até terça-feira.  O fenômeno é exatamente o inverso do que ocorreu em agosto, quando a queda da dívida ocorreu em virtude da desvalorização do real ante o dólar, provocada pela crise no mercado financeiro internacional.  Para o fim do ano, Lopes prevê que a dívida ficará em 44% do PIB, ante 44,5% de sua previsão anterior. Ele explicou que essa revisão se deve à expectativa de um Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) maior (de 4,2% para 5,24%), que eleva o PIB nominal e, portanto, aumenta o denominador dessa relação.  Grau de investimento O chefe do Depec disse ainda que a dívida do setor público poderá ficar abaixo dos 40% do PIB em 2 a 3 anos. Para realizar a projeção, Lopes levou em conta a trajetória de resultado primário já estabelecida pelo governo e as expectativas de mercado para o período.  A redução da dívida para um patamar abaixo dos 40% do PIB é vista como condição fundamental para o País alcançar o investment grade dado pelas agências de rating.

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