Relação etanol/gasolina cai a 62,96% na 2ª semana de junho, diz Fipe

Número apurado pela fundação representou ligeira redução, já que, na primeira semana do mês, a relação havia sido de 63,29%. 

Flavio Leonel, da Agência Estado,

17 de junho de 2011 | 14h38

Levantamento divulgado nesta sexta-feira, 17, pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) mostrou que a relação entre o preço médio do etanol e o valor médio da gasolina alcançou o nível de 62,96% na segunda semana de junho na cidade de São Paulo. O número apurado representou ligeira redução, já que, na primeira semana do mês, a relação havia sido de 63,29%.

Segundo especialistas, o uso do etanol deixa de ser vantajoso em relação à gasolina quando o preço do derivado da cana-de-açúcar representa mais de 70% do valor da gasolina. A vantagem é calculada considerando que o poder calorífico do motor ao etanol é de 70% do poder dos motores à gasolina.

Entre janeiro e abril de 2011, a relação entre o etanol e a gasolina superou diversas vezes a marca de 70%. Na primeira semana de abril, chegou ao nível de 84,37%, a maior marca da série histórica semanal da Fipe. Desde a segunda semana de maio, quando atingiu a marca de 69,69%, a relação voltou a níveis inferiores a 70%, mas tem oscilado levemente para cima ou para baixo nos mais recentes levantamentos em torno da marca de 63%.

No IPC da Fipe da segunda quadrissemana do mês, que captou os preços na cidade de São Paulo no período de 30 dias terminado em 15 de junho e registrou deflação de 0,08%, os valores médios do etanol e da gasolina foram os grandes destaques que ajudaram no comportamento do indicador de inflação. De acordo com a Fipe, o preço do etanol recuou 18,52% ante baixa de 17,83% observada na primeira quadrissemana do mês (30 dias terminados em 7 de junho) e respondeu sozinho por 0,11 ponto porcentual de alívio na taxa geral de inflação. A gasolina, por sua vez, apresentou queda de 3,42% contra variação negativa anterior de 1,29% e contribuiu com um alívio de 0,09 ponto porcentual para a formação da taxa do IPC.

"O álcool e a gasolina são os heróis da inflação", disse o coordenador do IPC, Antonio Evaldo Comune, em entrevista à Agência Estado na sede da Fipe. "Até o final do mês eles devem continuar em queda e ajudar a inflação", previu, com base nas pesquisas mais recentes da Fipe que ainda devem ser captadas pelo indicador.

Para Comune, há ainda grande espaço para novas quedas nos preços do etanol e da gasolina, já que ambos os produtos mostraram altas importantes nos primeiros meses de 2011. Segundo ele, no acumulado do ano, o etanol subiu 14,56% até maio, enquanto a gasolina avançou 12,09%.

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