Relação etanol/gasolina sobe a 67,40%, aponta Fipe

Abastecer o carro com etanol ainda continua valendo a pena na cidade de São Paulo, apesar da relação entre o álcool combustível e a gasolina ter aumentado da segunda para a terceira semana de novembro. É o que mostra pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). A equivalência entre o preço do etanol e o da gasolina diminuiu quase 1,50 ponto porcentual, ficando em 67,40%, ante 65,93% na segunda semana do mês. Na comparação com a terceira semana de igual mês de 2011, a diferença ficou ainda maior, de quase 4 pontos porcentuais, já que naquela ocasião a taxa fora de 71,34%.

MARIA REGINA SILVA, Agencia Estado

27 de novembro de 2012 | 17h26

De acordo com o economista Rafael Costa Lima, da Fipe, trata-se da primeira alta desde a terceira semana de julho, quando a taxa passou para 67,47%, de 66,74% na segunda semana daquele mês. "É uma variação significativa, mas ainda é cedo para afirmar que é uma tendência", ponderou, nesta terça-feira, ao detalhar o indicador que mede a inflação na cidade de São Paulo, o Índice de Preços do Consumidor (IPC), que subiu 0,64% na terceira quadrissemana do mês (período entre os 24 de outubro e 22 de novembro).

Apesar de minimizar o fato de que o aumento na relação etanol/gasolina veio para ficar, Costa Lima disse que enquanto na pesquisa relativa à terceira quadrissemana o etanol caiu 0,35%, pesquisas semanais indicam alta de 0,80% do produto. "É uma mudança normal para esta época do ano", disse. Na terceira leitura de novembro, os preços da gasolina recuaram 0,19%, segundo a Fipe.

Para especialistas, o uso do etanol deixa de ser vantajoso em relação à gasolina quando o preço do derivado da cana-de-açúcar representa mais de 70% do valor da gasolina. A vantagem é calculada considerando que o poder calorífico do motor a etanol é de 70% do poder dos motores a gasolina. Entre 70% e 70,50%, é considerada indiferente a utilização de gasolina ou etanol no tanque.

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