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Relações entre Brasil e Índia podem crescer "exponencialmente", diz embaixador

As relações comerciais entre Brasil e Índia podem crescer "exponencialmente" nos próximos anos, na avaliação do embaixador do Brasil na Índia, José Vicente de Sá Pimentel. Durante o seminário Relações Brasil-Índia, que se realiza nesta terça-feira na Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), Pimentel afirmou que o cenário atual daquele país oferece mais facilidades para negócios com o Brasil.Entre as vantagens em se negociar com a Índia, o embaixador citou a estrutura jurídica plenamente definida "herdada dos ingleses, com adaptações à realidade local"; empresas fortes na Índia; e grande número de pessoas que falam inglês (o que facilita as conversações para transações comerciais). Além disso, Pimentel comentou que a Índia, diferente da China, não precisa lidar com a preocupação das grandes potências ocidentais. "Existe hoje uma preocupação das potências ocidentais em ´conter´ a China", afirmou o embaixador.Ele considerou, entretanto, que há duas grandes distâncias a serem vencidas nas relações comerciais entre a Índia e o Brasil: a geográfica e a cultural. Segundo o embaixador, ainda há pouco desenvolvimento de oferta de transporte aéreo entre os dois países. Além disso, as diferenças culturais que separam Brasil e Índia podem ser entrave para o desenvolvimento eficaz das relações comerciais entre os dois. "Nós não temos idéia do que é a Índia, e a Índia não tem idéia do que é realmente o Brasil", afirmou.O objetivo do seminário é organizar uma missão empresarial brasileira à Índia, prevista para visitar aquele país de 10 a 20 de novembro próximo, para participar da 26ª Índia International Trade Fair. "Radar comercial"O ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior desenvolveu uma espécie de "radar comercial" que identificou setores, na Índia, com maior potencial de crescimento de negócios para os empresários brasileiros. A informação é do assessor especial do ministério, José Mauro da Fonseca Costa Couto.De acordo com ele, os sete principais setores Índia, identificados pelo ministério, são os de cosméticos; software; móveis; calçados; produtos odontológicos; cerâmica; e pedras preciosas. "Há oportunidades de crescimento de negócios brasileiros, nesses mercados na Índia, no curto prazo", afirmou Couto.Couto também participou nesta terça do seminário Relações Brasil-Índia, no Rio.

Agencia Estado,

10 de outubro de 2006 | 13h30

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