Edilson Rodrigues/ Agência Senado
Edilson Rodrigues/ Agência Senado

Relator adia para as 18h apresentação de relatório da PEC dos Combustíveis no Senado

Na semana passada, 24, o senador Fernando Bezerra informou que o pacote de benefícios sociais da PEC deve ter impacto fiscal de R$ 34,8 bilhões fora do teto

Iander Porcella, O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2022 | 10h12

BRASÍLIA - O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) adiou para as 18h a apresentação de seu relatório final da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos combustíveis, que deve prever a ampliação de benefícios sociais às vésperas da eleição de outubro. A expectativa era de que a entrevista coletiva com o parlamentar ocorresse às 11h.

Na segunda, 27, Bezerra já havia adiado a apresentação do relatório para concluir avaliações técnicas e jurídicas. A menos de 100 dias das eleições, o Centrão tenta ampliar ainda mais o "pacote do desespero", como foi apelidado nos bastidores por técnicos as medidas que estão sendo adotadas para fazer frente à alta dos preços dos combustíveis.

Como o Estadão/Broadcast mostrou, Bezerra negocia incluir um subsídio para garantir gratuidade a passageiros idosos nos transportes públicos urbanos e metropolitanos. Essa medida, que valeria até o fim do ano, deve ter um custo de aproximadamente R$ 2,5 bilhões fora do teto de gastos - regra que limita o crescimento das despesas do governo.

Na última sexta-feira, 24, Bezerra informou que o pacote de benefícios sociais da PEC deve ter impacto fiscal de R$ 34,8 bilhões fora do teto. O governo e o Congresso decidiram mudar o texto da proposta para incluir um aumento do Auxílio Brasil, o programa social que substituiu o Bolsa Família, de R$ 400 para R$ 600, uma ampliação do vale-gás a famílias de baixa renda e um voucher de R$ 1 mil por mês a caminhoneiros autônomos afetados pela alta do preço do diesel.

A ideia inicial era que a PEC previsse compensação de receitas a Estados que decidissem zerar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre diesel e gás de cozinha. No entanto, o líder do governo no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ), anunciou na última quinta-feira, 23, que os recursos previstos para a compensação aos Estados seriam usados, em vez disso, para conceder os benefícios sociais.

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