Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

'Relatório da reforma da Previdência será votado no fim de maio ou começo de junho', diz Marinho

Para o secretário, participação do ministro Paulo Guedes na Comissão Especial da Câmara foi positiva e dados que embasaram o projeto foram apresentados 'com transparência absoluta'

Vinicius Neder, O Estado de S.Paulo

09 de maio de 2019 | 12h18

RIO - O secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, afirmou nesta quinta-feira, 9, não ter dúvidas de que o relatório da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência será votado na Comissão Especial da Câmara dos Deputados no fim de maio ou começo de junho.

"Não tenho dúvida de que, no final de maio, princípio de junho, estaremos votando o relatório", disse Marinho, em palestra na abertura do 31.º Fórum Nacional, organizado pelo economista Raul Velloso, no Rio de Janeiro.

Na palestra, que ocorreu um dia depois da longa audiência na Comissão Especial com a participação de Marinho e do ministro da Economia, Paulo Guedes, o secretário especial comparou a reforma da Previdência a um remédio para crianças."Ontem, a apresentação (na Comissão Especial) mostrou que a mensagem que é dada para a Nova Previdência é que ela é como se fosse um remédio para criança. Ela pode até não gostar do gosto do remédio, mas aquilo vai fazer com que ela cresça, se restabeleça", disse Marinho.

O secretário especial disse que o governo federal apresentou os "microdados e memórias de cálculo" da proposta de reforma "com transparência absoluta". "A sociedade precisa participar do debate", afirmou Marinho.

Guedes não deve voltar à Comissão

Marinho avaliou de forma positiva a audiência de quarta-feira, 8, na Comissão Especial. Ele acredita que Guedes não precisará fazer novas apresentações no colegiado, pois os debates poderão ser conduzidos pelos técnicos do ministério. "Foi uma abertura positiva. Acho que o ministro não precisará mais ir àquele ambiente", disse.

Na palestra, o secretário reafirmou que as mudanças preservarão os mais pobres, que serão os mais beneficiados pela "higidez fiscal", e alertou que, caso a reforma não seja aprovada, os investimentos públicos poderão chegar a zero em 2022. "Vamos ter sérias dificuldades a partir do segundo semestre." 

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