Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Relatório de Inflação, emprego e exterior pressionam juros

Cenário:

MÁRCIO RODRIGUES , O Estado de S.Paulo

23 de dezembro de 2011 | 03h08

O mercado de juros futuros teve considerável acúmulo de prêmios na sessão de ontem e eliminou a precificação de que a taxa básica de juros, a Selic, poderia cair abaixo de 10% em 2012. Esse movimento foi propiciado pela queda acima do esperado da taxa de desemprego, que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), saiu de 5,8% em outubro para 5,2% em novembro, no menor patamar da série histórica, ainda indicando aquecimento da economia. Além disso, declarações do diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton, após a divulgação do Relatório Trimestral de Inflação, de que o Comitê de Política Monetária (Copom) irá aumentar os juros caso as previsões de avanço da inflação a partir de 2013, de 5,3% no cenário de mercado, se confirmem, ancoraram a alta das taxas futuras.

No documento divulgado ontem, a autoridade monetária também revisou a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2011, de 6,4% para 6,5%, no teto da meta do ano, e ampliou o risco de estouro desse limite máximo da banda de 44% para 55%. Diante destas informações, o contrato de juro futuro com vencimento em janeiro de 2013 subiu a 10,01% nesta quinta-feira, ante 9,83% na quarta. O contrato para janeiro de 2014 saltou de 10,23% para 10,44%.

Além disso, o mercado de juros encontrou amparo na melhora externa. A falta de notícias negativas na Europa e os bons indicadores nos Estados Unidos animaram. O Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano de 1,8% no terceiro trimestre, abaixo dos 2% esperados, foi compensado pela queda de 4 mil no número de trabalhadores dos EUA que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego e pelo índice de sentimento do consumidor de dezembro, que aumentou para 69,9. De carona nesses fatos, as bolsas norte-americanas avançaram. O índice Dow Jones teve ganho de 0,51%, enquanto o S&P 500 registrou alta de 0,83%, a mesma registrada pelo Nasdaq. A Bovespa seguiu esse comportamento e teve variação positiva de 1,23%, aos 57.332,10 pontos. O volume financeiro somou R$ 4,794 bilhões e ficou abaixo do negociado na véspera (R$ 4,942 bilhões). Nos próximos dias, o giro deve encolher ainda mais com as festas de final de ano.

No mercado de moedas, a ausência de notícias relevantes impediu grandes oscilações por parte do dólar, com a divisa dos EUA no mercado de balcão fechando em queda de 0,22%, a R$ 1,8520.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.