Relatório do BC convulsiona os mercados

Hoje o Banco Central (BC) divulgou o relatório de inflação trouxe muito nervosismo aos mercados, que oscilaram bastante ao longo do dia. O documento confirma o pessimismo decorrente da divulgação, ontem, da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e da elevação da Selic, a taxa básica referencial de juros, que ocorreu no dia 21. A taxa foi elevada de 15,25% para 15,75% ao ano, com base em pressões inflacionárias causadas pelas recentes altas do câmbio. O relatório do BC confirma que nos atuais níveis de juros, a meta de inflação, principal diretriz do governo, não será cumprida. Ao invés dos 4% esperados, a projeção mostra um índice de 4,8%. Com isso, ganha força a possibilidade de nova elevação da Selic, e ninguém mais no mercado acredita em uma queda.Nos negócios do início do dia, os investidores procuraram se adaptar a essas novas perspectivas, com elevação nos índices dos contratos de juros e nas cotações do dólar, assim como queda na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Mas, no final da tarde, passado o susto, as cotações sofreram nova acomodação. Como o mercado já vinha operando com muita inquietação desde quarta-feira, houve uma recuperação em relação a ontem.Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 19,800% ao ano, frente a 20,100% ao ano ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 1,09%. E o dólar fechou em R$ 2,1530, com alta de 0,05%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em alta de 0,81%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em alta de 1,08%.

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