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Relatório do BC não endossa apostas de cortes maiores na Selic, diz RBS

Economista do banco ressalta, porém, que se houver algum agravamento no cenário externo, o BC tem tudo para acelerar o corte do juro

Denise Abarca, da Agência Estado,

29 de setembro de 2011 | 13h27

SÃO PAULO - Para o economista Marcelo Gazzano, do Royal Bank of Scotland (RBS), o Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado nesta quinta-feira, 29, pelo Banco Central, não endossa apostas de aceleração no ritmo de afrouxamento monetário, que cresceram entre os agentes do mercado de financeiro nos últimos dias. "O relatório não dá sinais sobre aceleração nos cortes, o que faz sentido diante das próprias projeções de inflação apresentadas", afirmou em entrevista à Agência Estado, há pouco. "A chance seria continuar a cortar a Selic de 0,5 ponto em 0,5 ponto, se a reunião do Copom fosse hoje. Se alguma coisa se agravar, o BC tem tudo para acelerar", disse.

Esse agravamento ao qual o economista se refere está relacionado principalmente ao cenário externo, para o qual o Banco Central aponta moderação nas economias avançadas e alguma probabilidade de recessão nas economias maduras. "O que faz com que, na opinião deles, o hiato vá para o campo negativo, trazendo a inflação para baixo em 2012 no cenário de referência em relação ao relatório anterior (4,8%)", disse.

De acordo com o relatório do BC, no cenário de referência, que considera Selic de 12% e taxa de câmbio de R$ 1,65, a projeção de IPCA em 2011 está em 6,4%, mesma previsão do cenário de mercado, que incorpora dados da pesquisa Focus. Para 2012, a expectativa de IPCA do Banco Central está em 4,7% e em 5,0% nos cenários de referência e de mercado, respectivamente.

Ainda há o cenário alternativo, que admite um impacto da deterioração do cenário internacional sobre a economia brasileira equivalente a 25% do observado em 2008 e 2009. Mesmo assim, a inflação continuaria acima do centro da meta de 4,5% em 2012 na visão do BC, que projeta variação de 4,7%. Para 2011, no cenário alternativo, a previsão é de 6,4%.

Gazzano minimiza a polêmica sobre a trajetória de inflação na meta que, pelos números do Banco Central, deve ficar para 2013. "Se a inflação ficar em 4,7% no ano que vem, de certa forma há uma convergência. Se isso se confirmar, seria um baita resultado para o BC", comentou Gazzano.

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