Relatório do UBS antecipava notícia de megacampo

No início de dezembro do ano passado, sob o título ?Is Tupi Small?? (Tupi é pequeno?), o banco UBS Pactual publicava relatório destinado a clientes internacionais. De forma detalhada, o analista Gustavo Gattass dizia que ?não, Tupi não é pequeno, mas talvez menor do que...? e passava a listar outras áreas de exploração, nas proximidades de Tupi. Relacionou quatro, na área denominada Pão de Açúcar, que, segundo estimativas do banco, reuniriam reservas totais de 52,163 bilhões de barris de óleo (BOE).No mês anterior, em entrevista na sede da Petrobras, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, classificara a descoberta de Tupi como o marco de ?uma nova era? no setor de petróleo brasileiro. Dilma fez a declaração depois de uma reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que retirou do leilão da ANP 41 áreas com potencial de reservas também no subsolo abaixo da camada de sal.No relatório do UBS de dezembro, Gattass se deteve particularmente na análise dos quatro blocos contíguos, na Bacia Marítima de Santos (BMS), que compunham o que ganhou a denominação de Pão de Açúcar. Destes, o de maior exposição na chamada camada de pré-sal é o BM-S-22, operado pela Exxon, no Brasil conhecida como Esso (40%), Amerada Hess (40%) e Petrobras (20%). O analista afirmou que se Pão de Açúcar também possuir óleo, a descoberta ?poderá ser significativamente superior à de Tupi?. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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