Relógio: marcas famosas investem no País

Apesar de centenárias, as marcas de relógios de luxo estão descobrindo agora o Brasil como poderoso consumidor. Para o Swatch Group, que detém 17 marcas, entre elas Breguet, Rado, Longines, Omega, Tissot, Mido, Calvin Klein e Swatch, o País é prioridade. "Há muitos modelos que chegam primeiro ao Brasil do que a países europeus", diz o presidente do Swatch Group do Brasil, Stefan Aeschbach. Segundo ele, o motivo é bastante razoável. Em 98, a operação brasileira passou por uma reestruturação, gerando crescimento de 50% nas vendas de 99. Para este ano, está previsto incremento de 70%. Porcentuais ótimos, diz Aeschbach, considerando que 99 foi um ano ruim, com vários setores da economia com perdas entre 25% e 30%. "Temos quatro marcas entre as cinco maiores no Brasil. Conseguimos isso na pior fase econômica. Em 2002, queremos ser os primeiros."Em 240 países, em 99, o grupo faturou cerca de R$ 3,6 bilhões, com as maiores fatias vindas da Europa (57%) e da Ásia (28%). As Américas ficaram só com 14%. A fórmula encontrada pelo grupo para multiplicar esse porcentual é apostar no mercado brasileiro, único da América Latina com operação própria.ProjetosSegundo o vice-presidente executivo da Longines, uma das marcas do grupo, Frank Eckhard, que esteve pela primeira vez no Brasil, o mercado daqui é tão forte como o americano ou o suíço. Em função disso, o grupo já estuda a abertura de uma butique para vender o que os executivos chamam de "alta relojoaria", ou seja, exemplares da Breguet que vão de R$ 15 mil a R$ 600 mil. O Swatch Group não tem planos especiais apenas para as marcas mais caras, já que no Brasil, a que melhor vende é a Omega. Em unidades, a Swatch, que segue as tendências fashion, ganha em disparada com seus modelos divertidos com preços entre R$ 60 e R$ 150, em 250 lojas e 15 quiosques franqueados. O grupo pretende abrir a Swatch Store e, para o Natal, lançar uma linha de bijuterias.

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