Remarcações de preços no varejo perdem força em junho

Graças à menor pressão dos bens não-duráveis, o índice de preços do varejo medido pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) mostrou forte desaceleração em junho, embora não tenha registrado deflação, como outros índices. A variação foi de 0,27%, contra 2,45% no fechamento de maio.Os estabelecimentos deste segmento, ao contrário do que ocorreu até agora, não têm conseguido mais repassar os reajustes, em razão da retração da demanda. Os alimentos e os produtos de limpeza recuaram 1,78% e 1,20% respectivamente no mês passado, mas no ano ainda acumulam uma alta de 2,27% e 6,27%.Os únicos grupos que mantiveram a tendência de alta foram os de material de construção (1,48%) e o comércio automotivo (1,67%), este último puxado pelos aumentos das autopeças. No grupo de semi-duráveis, os aumentos dos calçados, de 13,59%, motivou uma variação de 1,98% no grupo todo. Os bens duráveis registraram alta de 0,04%.Na avaliação da Fecomercio, a tendência agora é de que os preços no varejo entrem em acomodação e registrem um resultado inverso ao que ocorreu em 2002 em relação aos índices inflacionários: enquanto o IPV foi de 26,91%, o IPCA fechou em 12,53%. Espera-se que neste ano, os dois índices se equiparem.As recentes elevações das tarifas de energia e telefone, na opinião da federação, não devem se refletir nos preços finais. A expectativa é de que os comerciantes vão absorver a elevação, comprometendo parcialmente sua margem de lucro, em razão da falta de espaço para as remarcações.

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