Remédio: reajuste de até 4,4% em 2001

O presidente Fernando Henrique Cardoso anunciou há pouco o acordo feito com os laboratórios. Haverá possibilidade de reajuste de até 4,4% por conjunto de medicamentos de cada laboratório, já descontados os aumentos ocorridos no último ano. Isso significa que, se o acordo for cumprido, o preço do remédio vai acompanhar a perspectiva de inflação para o próximo ano, quando a meta está fixada em 4%. Porém, o acordo permite algumas exceções, sendo que o reajuste máximo permitido é de 5,4%.Fernando Henrique fez questão de ressaltar que não se trata de um tabelamento dos remédios, mas sim um entendimento com o setor. O presidente anunciou também que o governo vai cortar impostos de Cofins e Pis sobre os remédios de uso continuado a partir de abril de 2001. Segundo ele, a condição é de que a redução do imposto seja transferida para o preço do remédio. O acordo para o congelamento de preços vence no fim do mês. As novas regras poderão representar o primeiro passo para a regulamentação do setor. O governo conseguiu aprovar no Congresso, na semana passada, redução de impostos para a indústria farmacêutica, mas os laboratórios têm de se comprometer a repassar o desconto para o consumidor.

Agencia Estado,

19 de dezembro de 2000 | 16h56

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