Remédios: apenas 2 têm alta em outubro

A Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae), do Ministério da Fazenda, informou ontem que 11.381 remédios do total de 11.390 existentes no País continuaram com os preços inalterados no mês de outubro. Segundo o documento, dois medicamentos apresentaram alta de preços: o antibiótico Keflaxia, fabricado pelo laboratório QIF e o Maleapril, do laboratório Gallia, usado no controle da pressão. Em outros sete remédios, a Seae verificou redução de até 49% nos preços.A Seae faz o levantamento com base nas publicações distribuídas todo o começo de mês nas farmácias que trazem as tabelas com os preços máximo dos remédios ao consumidor. Em julho, a Seae, a Secretaria de Direito Econômico (SDE), do Ministério da Justiça, e a Secretaria de Investimento e Gestão, do Ministério da Saúde, fecharam acordo no qual os fabricantes de medicamentos se comprometiam a manter os preços de seus produtos nos níveis de 1o de junho até 31 de dezembro de 2000. Esse prazo, segundo os integrantes do governo, é suficiente para elaborar uma regulamentação para o setor.Os laboratórios Gallia e QIF já foram convocados pela Seae para prestar esclarecimentos sobre os aumentos. De acordo com a nota, o fabricante Gallia explicou que houve um erro na informação prestada ao Ministério da Fazenda e que o preço de seu produto já era de R$ 42,84 desde junho deste ano. Segundo a empresa, as revistas ainda estavam publicando o preço de R$ 28,55. Já o laboratório QIF, que reajustou a Keflaxia em 0,49%, passando de R$ 16,42 para R$ 16,50, afirmou à Seae que houve um problema interno na elaboração de suas tabelas. A explicação foi aceita pelo governo, pois foi verificado que outros produtos do mesmo fabricante registraram retração de preços.

Agencia Estado,

03 de outubro de 2000 | 09h26

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