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Remédios da Hipolabor são suspensos pela Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) do Ministério da Saúde determinou a suspensão da comercialização e do uso de alguns lotes de produtos farmacêuticos da empresa Hipolabor Farmacêutica Ltda, localizada em Sabará (MG). A Resolução nº 1.672 foi publicada ontem no Diário Oficial da União. Os produtos foram suspensos depois que a vigilância sanitária de Minas Gerais constatou problemas no processo produtivo dos medicamentos durante inspeção na indústria entre os dias 13 e 17 de agosto. Dentre os problemas havia falhas no sistema de água, uma das garantias de qualidade do produto. Uma água contaminada com presença de micróbios compromete a eficácia do remédio. A Anvisa determinou a suspensão da comercialização e do uso dos lotes 1362/00, 0428/01 e 0432/01 do antibiótico Ciproflox 200 mg, injetável, que apresentou materiais estranhos nas amostras coletadas. Outro medicamento suspenso foi o antibiótico Amicacina, lote P012/00, também pelo mesmo motivo. O lote AG010/00 do anti-hipertensivo Dobutamol 12,5 mg/ml injetável apresentou alteração de cor no líquido. No antiinflamatório Diclofenaco Sódico 75 mg/3ml, de lote J012/00, injetável, foi constatada a presença de corpos estranhos. O maior problema foi encontrado no antiulceroso Cloridrato de Ranitidina 300 mg, lote 1357/00. Os comprimidos estavam esfarelando, a rotulagem estava incompleta e não havia número de registro na embalagem. A inspeção feita no laboratório Hipolabor faz parte de um programa de fiscalização que está sendo feito pela Gerência de Inspeção da Anvisa nas indústrias farmacêuticas. As empresas Hearst, no Rio de Janeiro (RJ) e Neoquímica, em Anápolis (GO) já foram inspecionadas pela agência no mês de agosto. Os 21 produtos da Hearst tiveram a comercialização e o uso suspensos e os todos os lotes dos anti-hipertensivos neopropanol e captropil e do antimicótico cetoconazol fabricados pela Neoquímica foram suspensos por apresentarem desvio de qualidade.

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