Remédios elevam prévia da inflação de maio

O encarecimento dos remédios fez com que a prévia da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidos Amplo (IPCA-15) acelerasse para 0,27% em maio, ante alta de 0,17% em abril. O dado, divulgado nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra um aúmulo de 1,85% na taxa do ano e de 4,31% nos últimos 12 meses.Segundo o instituto, os remédios ficaram 2,45% mais caros no período, contribuindo com 0,10 ponto porcentual no resultado total do índice. O aumento foi uma resposta ao reajuste de 5,5% sobre cerca de 20 mil produtos do grupo, autorizado em 31 de março pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). A alta acumulada no ano é de 3,76%. A gasolina também teve sua parcela de representatividade na alta do IPCA-15. No período, o combustível ficou 1,02% mais caro, impulsionado principalmente pelas elevações de 8,99% em Goiânia, 6,79% em Recife; 2,39% em Porto Alegre e 1,15% em Curitiba. Segundo o IBGE, o aumento conseqüência defasada do repasse da alta do álcool combustível.Enquanto isto, o álcool caiu 4,21% em razão, principalmente, da região metropolitana de São Paulo, onde os preços reduziram-se em 8,69%. O produto também sofre deflação em Curitiba (-6,05%), Goiânia (-5,88%) e no Rio de Janeiro (-1,17%), refletindo a maior oferta da cana-de-açúcar.

Agencia Estado,

26 de maio de 2006 | 09h39

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