Remédios ficarão 4,32% mais caros no dia 31

A partir do dia 31, os remédios terão um reajuste médio de preço de 4,32%. O índice de aumento em alguns produtos pode chegar a 5,83%. O aumento foi autorizado ontem pela Câmara Setorial de Medicamentos, órgão formado por representantes dos ministérios da Fazenda, Saúde, Justiça e Casa Civil. Um novo reajuste só deverá ocorrer no início de 2003.O reajuste anual nos preços dos remédios foi estabelecido por lei sancionada no final de 2000 pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. A mesma legislação criou a Câmara que regula os preços, cancela e libera o registro de marcas e define novas regras para o setor de medicamentos. Inflação e pressão sobre o câmbioOs novos preços levam em conta índices econômicos como Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e Índice de Preços no Atacado (IPA) e variações do dólar, do franco e do marco alemão, moedas que regulam a importação de muitos medicamentos ou matérias-primas usadas pela indústria farmacêutica. Desde o início do mês, a indústria farmacêutica pressionava o governo a autorizar um aumento médio de 7%. Os empresários alegavam que o setor foi atingido, no decorrer do ano passado, pela inflação e pelo aumento nos preços das substâncias usadas na fabricação dos remédios. A desvalorização cambial também teria alterado os custos de produção. A autorização de aumento de preços estava marcada para o dia 8, quando a Câmara dos Medicamentos se reuniu pela primeira vez neste ano. Mas os integrantes do órgão decidiram esperar análises de técnicos da área econômica sobre impactos da inflação no setor. A resolução que aprova o reajuste foi enviada ainda ontem para publicação no Diário Oficial. Novas listas de preçosAté a próxima semana, os laboratórios farmacêuticos deverão apresentar à Câmara o preço específico de cada medicamento antes de alterar os preços nas prateleiras. A previsão é que até o final do mês as listas com os novos valores estejam à disposição das farmácias e drogarias. O reajuste por empresa está limitado à mesma média, de 4,32%. Os fabricantes terão de reduzir a margem de aumento de determinados remédios ou mesmo diminuir preços atuais de outros produtos de sua linha de comercialização para poder efetuar reajustes superiores a essa média. Ano passado o aumento médio foi de 1,67%Em 2001, o aumento médio nos preços dos remédios liberado pelo governo foi de 1,67%. O reajuste máximo chegou a 3,5%. Nos últimos dois anos, os produtos farmacêuticos tiveram uma elevação de preços de 2,64%. Levantamento feito pela Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Abifarma), no entanto, mostra que a maioria dos medicamentos teve uma redução de preços no ano passado. Das marcas vendidas no mercado, 44% teriam sofrido reajuste.

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