Remédios: genéricos e similares são mais vendidos

Pesquisa realizada pelo Conselho Regional de Farmácia do Distrito Federal (CRF-DF) em conjunto com o Instituto Brasileiro de Defesa dos Usuários de Medicamentos (IDUM) mostra que os medicamentos genéricos e similares estão sendo mais vendidos do que os remédios de marca. A pesquisa foi feita com base em dados de faturamento da indústria farmacêutica fornecidos pela IMS-Health - instituto suíço que presta serviço de consultoria para o setor no Brasil. Entre dezembro de 1999 e dezembro de 2000, a venda dos 300 medicamentos mais consumidos no país caiu 43,10%. O medicamento mais vendido, que é o antiinflamatório Cataflan (nome fantasia), fabricado pelo laboratório Novartis, teve queda de 13,5% em suas vendas. Em contrapartida, seu concorrente similar, o Fenaflan, fabricado pelo laboratório Teuto, teve aumento de 34% nas vendas. Para o presidente do CRF-DF, Antônio Barbosa, o resultado da pesquisa aponta para uma maior racionalização do uso de medicamentos por parte da população. "As pessoas estão buscando alternativas mais baratas, estão conversando com os médicos e pesquisando preços. Está havendo a compreensão de que é o princípio ativo do medicamento, igual tanto em remédios de marca, similares e genéricos, que deve determinar sua utilização e não o nome fantasia", diz. Barbosa afirma, no entanto, que esse resultado poderia ser ainda melhor se o governo, por meio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), tivesse feito mais campanhas publicitárias para a conscientização da população em relação ao uso de medicamentos genéricos e similares. "Não é à toa que os laboratórios mantêm cerca de 20.000 propagandistas nos consultórios médicos para garantir a prescrição de seus medicamentos pelo nome fantasia", diz. Alguns medicamentos similares são mais caros do que os de marca O CRF-DF recomenda que o consumidor faça uma pesquisa de preço, mesmo quando for comprar os medicamentos similares ou genéricos. Um estudo do Conselho revela que há medicamentos similares que são mais caros do que os de marca. Da mesma forma há genéricos mais caros do que similares. Por isso, a entidade aconselha o consumidor a solicitar sempre mais de uma opção ao médico no momento da elaboração da receita. Na farmácia deve-se pedir orientação ao farmacêutico responsável e não ao balconista, que em alguns casos é comissionado para vender determinados medicamentos.

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